sexta-feira, 30 de abril de 2010

Património Cultural em Imagem (VIII)



No alto da frontaria gigante que guarda os dormitórios do Convento de Santa Clara, o frontão imponente onde se inscrevem as Armas Reais, sobre o qual avultam as estátuas da Religião e do Elefante, símbolo da castidade e da força que supere e vence os inimigos da alma. É escultura monumental do século XVIII que remata o colosso cuja edificação se deve à abadessa Dona Luísa Gertrudes de Azevedo.

Património Cultural em Imagem (VII)



As primeiras diligências para a construção do Aqueduto datam do século XVII, mas a obra definitiva veio a começar no século XVIII, por iniciativa da Abadessa Dona Bárbara de Ataíde. Foi certamente para melhor aparar o vento rijo de Noroeste que se abriram as janelas quadrangulares, e assim ficou reduzida a superfície de exposição à fúria da tempestade. Mas, ao longo do tempo, contaram-se  muitos arcos e pilares que não resistiram e foram caindo. No princípio dos Anos 30 do século XX, bastantes acabaram demolidos pelos proprietários dos terrenos atravessados, que deram outro destino à pedra.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Património Cultural em Imagem (VI)



É este o Padrão da Memória, à foz do rio. Falta-lhe, no cimo, a coroa real que um relâmpago destruiu. Em tempos passados, chamavam-lhe o Obelisco de Sá Nogueira. De facto, celebra o desembarque deste famoso ajudante de campo de D. Pedro IV que, na manhã de 8 de Julho de 1832, veio a terra conferenciar com o brigadeiro José Cardoso, comandante das Forças Miguelistas, em Vila do Conde, certamente para tentar obter apoio à estratégia dos Liberais, então apostados na reivindicação do Poder. Nos termos de uma proposta feita, em reunião de Câmara, no dia 21 de Novembro de 1840, foi aqui colocada uma lápide que comemorava esse encontro de militares. Lápide que, no ano de 1950, foi arrancada e substituída por aquela que está agora lá, com dizeres que são uma falsificação da História.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Património Cultural em Imagem (V)



A placa de sinalização já não está lá. Mas está o bairro das Caxinas, que era de casas de pescadores, ainda agora com muitas habitações térreas e com alma da tradição, coladas umas às outras, de janelas a olhar o asseio da rua, com bênção do santo em azulejo por cima da porta. Donde vem o nome ao povoado da linda enseada? Certamente do tempo da colonização romana, quando ali assentava a vila urbana de patrícios, junto ao mar onde rebentavam as ondas - o lugar da cachinna (marulhar, quebra-mar). Veio depois o ermamento, caiu ali o silêncio dos séculos, perdeu-se a origem do topónimo.



domingo, 31 de janeiro de 2010

HISTORIAL 2009

RELAÇÃO DAS ACTIVIDADES SÓCIO-CULTURAIS realizadas pelo ATENEU, durante o ano de 2009:

1. EDIÇÃO de As memórias de Artur do Bonfim.
Janeiro.
Um documento importante para o conhecimento da História de Vila do Conde, nos últimos 100 anos.

2. VISITA à CAPELA DA SENHORA DA GUIA, ao FORTE DE
S. JOÃO BAPTISTA e ao PADRÃO DA MEMÓRIA.
14 de Março
Tendo por guia o Dr. António Augusto Amorim, cumpriu-se um trajecto de alto interesse histórico por monumentos significantes do nosso património cultural.




3. ROTEIRO DE ENGENHARIA E ARTE ROMÂNICAS.
9 de Maio
Em autocarro da Câmara Municipal, fez-se a viagem de emocionante evocação de tempos medievais, com passagem pela Ponte D. Zameiro e pela Ponte de Arcos, até à Igreja de Rio Mau. Foram guias do excelente itinerário a Eng. Teresa Gonçalves e a Dr.ª Rosa Maria Tristão.




4. JANTAR DE ANIVERSÁRIO.
31 de Maio
O encontro amigo dos Associados para celebração do primeiro aniversário do ATENEU.

5. VISITA AO CENTRO DE MEMÓRIA.
17 de Outubro
Com Dr.Paulo Pinto como guia, esta actividade cultural foi enriquecida com a inauguração da notável Exposição “Vila do Conde. Ensaio sobre o Território”.




6. VISITA À CASA JOSÉ RÉGIO e CENTRO DE ESTUDOS
REGIANOS.
19 de Dezembro
Um percurso de usufruição do admirável espólio do Poeta, com a presença do cineasta Manoel de Oliveira, e com fecho empolgante na declamação do Dr. Aurelino Costa.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

REGULAMENTO INTERNO DO ATENEU

1. Os FINS a que se propõe o Ateneu compreendem a valorização do nível de Cultura dos associados, bem como eventuais propostas a fazer às Entidades Oficiais, em forma de sugestões que se entendam ser úteis para o progresso sócio-cultural de Vila do Conde.
2. A Direcção do Ateneu poderá atribuir a categoria de associado honorário a um associado que lhe tenha prestado serviços relevantes, e a categoria de associado benemérito a um associado que tenha feito ao Ateneu donativos de reconhecido valor – os quais ficarão isentos do pagamento de cotas.
3. A ADMISSÃO dos associados deverá ser feita mediante proposta assinada pelo candidato e por um associado proponente.
4. A Direcção analisará a proposta de inscrição de novo associado e, sendo admitido, atribuir-lhe-á o número competente.
5. O associado pagará a COTA ANUAL estipulada.
6. Para que o processo eleitoral se desenvolva com normalidade, as LISTAS dos candidatos serão apresentadas ao Presidente da Assembleia Geral, com 3 dias de antecedência ao dia das Eleições. Ao Presidente da Assembleia Geral compete verificar a elegibilidade dos candidatos e decidir sobre a sua aceitação.
7. A forma de CONVOCAÇÃO da Assembleia Geral é a seguinte:
7.1. A Assembleia Geral é convocada por meio de Aviso postal expedido para cada um dos associados, com antecedência mínima de 8 dias.
7.2. No Aviso, indicar-se-ão dia, hora e local da reunião e respectiva Ordem de Trabalhos.
7.3. Quando solicitada, nos termos previstos no § 3 do Art. 21 dos Estatutos, a Assembleia Geral deverá reunir-se no prazo máximo de 30 dias, após a solicitação.
8. O PROCESSO DISCIPLINAR em que incorrem os associados que não cumpram os deveres prescritos nos Estatutos, será conduzido pela Direcção em três fases (inquérito e análise de provas, proposta de decisão e decisão). A decisão consistirá na aplicação de uma sanção disciplinar ou no arquivamento do processo. As sanções disciplinares são a demissão, a suspensão ou a repreensão.

sábado, 28 de novembro de 2009

Património Cultural em Imagem (IV)



No cimo da moldura (obra do século XVIII) que adorna o crucifixo da sacristia da Igreja Matriz, está esculpido o antigo Brasão de Vila do Conde, com as armas reais no canto superior direito, e, no canto esquerdo, um escudo vazio (certamente sem relevo por restauro descuidado). É uma nau, mais complexa que a velha nau de vela redonda e cesto da gávea que está no pórtico do templo, à direita da arquivolta flamejante. No século XX, por Decreto de 8 de Abril de 1935, a figura emblemática passou a ser a caravela, embora a antiga nau perdurasse ainda por muitos anos.