segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Património Cultural em Imagem (XVIII)



Por iniciativa do Rancho do Monte, durante a celebração do Milenário de Vila do Conde, no ano de 1953, foi reconstruída a antiga Fonte de S. João, na encosta do Convento. Conservava as esferas armilares e a coroa, mas já não tinha o escudo das armas reais de D. Manuel, que foram picadas no tempo da 1.ª Invasão Francesa, por ordem de Junot. Como também já não tinha a imagem do Santo no pequeno nicho com baldaquino em forma de concha. Certamente alguém a retirou por ver que, ano a ano, na Festa do Padroeiro, as raparigas solteiras lhe atiravam a sua pedrinha, a tentar que ficasse lá e, assim, o conseguindo, pudessem ter esperança de arranjar noivo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

HISTORIAL 2010

RELAÇÃO DAS ACTIVIDADES SÓCIO-CULTURAIS
realizadas pelo ATENEU durante o ano de 2010

1. ASSEMBLEIA GERAL
3 de Fevereiro

No Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vila do Conde, onde, além da votação do relatório de Contas de Gerência e do parecer do Conselho Fiscal, foram avaliadas as actividades levadas a efeito, durante o ano de 2009, e se procedeu à Eleição dos Corpos Sociais do Ateneu para o biénio em curso.

2. A ROTA DOS CONDENADOS
27 de Março



Tendo como guia a Prof.ª Dr.ª Maria Adelina Piloto, nossa Associada, fez-se o trajecto de evocações históricas emocionantes, entre a Casa da Cadeia Velha, junto ao Pelourinho Municipal, e o Campo da Forca, nas imediações da Igreja da Lapa, passando pela Casa da Roda cuja visita marcou o ponto alto da digressão cultural.

3. ROTEIRO DE ARQUEOLOGIA
22 de Maio



Com acesso aos locais em autocarro da Câmara Municipal, cumpriu-se o belo e sempre proveitoso itinerário de Arqueologia até à estância castreja da Cividade de Bagunte e às Mamoas da Junqueira. Foi guia o nosso Associado, Dr. Paulo Pinto.

4. OS CAMINHOS DE S. TIAGO
24 de Setembro

Conferência pronunciada pelo Doutor Arlindo de Magalhães, da Universidade Católica, sobre um tema de muito interesse para a Cultura Portuguesa, e de igual importância para Vila do Conde, terra pela qual passavam também os caminhos de Compostela.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Património Cultural em Imagem (XVII)



Magníficos azulejos no alto da fachada do edifício de bela imponência que, na Primeira República, foi Casino e, nos Anos 50, acolheu o Grande Colégio de S. José, até que, no final dos Anos 80, passou a ser o Centro Municipal de Juventude. Não são azulejos tão antigos como os da igreja da Misericórdia ou da capela do Socorro, mas são lindíssimos documentos decorativos da Arte Nova. Têm a qualidade de padrões estéticos do princípio do século XX, que vêm inserir-se no contexto local de Cultura e Tradição. Na horizontalidade do friso, esvoaçam gaivotas que sustentam finos cabos de pesca de elegante desenho, adornados com festões garridos de flores temas inspirados que ilustram e identificam a terra, o mar e o céu de Vila do Conde.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Património Cultural em Imagem (XVI)



O que sabemos da Arquitectura monumental do Gótico tardio, decorado pelo Estilo Manuelino, está em contraponto ao que ignoramos de Arquitectura de habitação. Mas já é bom poder contemplar as nossas Casas Manuelinas para que os olhos vejam e admirem a harmonia das portas e janelas, a geometria do chanfro dos umbrais, a sugestão estética do flamejante ou do rendilhado dos lintéis, a beleza da frontaria em sua gramática de uma decoração singela e fascinante. São jóias de pedra incrustadas no tecido urbano da Vila do Conde quinhentista. Térreas ou sobradadas, moradias de burgueses (alguns deles, certamente cristãos-novos, gente de fortuna), documentam, na solidez da construção e na elegância da fachada, a prosperidade da época dos Descobrimentos.

domingo, 24 de outubro de 2010

Património Cultural em Imagem (XV)


A tradição da Festa Eucarística tem séculos. E a procissão imponente que saía da Igreja Matriz, a percorrer as ruas principais do burgo, deixou cair, no princípio do século XIX, aparatos triunfantes pouco litúrgicos, qual era, por exemplo, um S. Jorge a cavalo, de lança apontada ao dragão. Tal como se aboliu, pela mesma altura, a cena de antigas danças profanas. Verduras e flores dispersas pelos caminhos da Hóstia Santa são também de longa data. Mas os tapetes que chegam aos nossos dias como obra magnífica, ainda não fizeram cem anos. Temos deles notícia segura, pela Imprensa local, do tempo em que a Primeira República ia com cinco anos de vida.

sábado, 25 de setembro de 2010

Património Cultural em Imagem (XIV)



Quem vai pela rua de Nossa Senhora de Fátima para a rua do Conde D. Mendo, dá com a 2ª Estação da Via Sacra Jesus carregando a cruz ao ombro. Há um século atrás, ficava este Calvário no adro da Igreja Matriz, à esquina da rua da Igreja. Por ali passava, logo em seu começo, a Procissão do Senhor dos Passos, no tempo da Quaresma. É uma pequena capela (de entre as seis que se erigiram pelas artérias antigas da Vila), onde as imagens traduzem o gosto do povo e a sua emoção religiosa, bela estatuária de santeiros de génio (como foi o mestre Domingos Moreira) que, na segunda metade do século XVIII, souberam exprimir com encantos de escultura ingénua a devoção católica à Paixão de Cristo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Património Cultural em Imagem (XIII)



Quem sai da rua Rainha Dona Leonor, ao entroncar na rua Cunha Araújo, olha para um amplo edifício que, no primeiro piso, tem sete janelas. São o que resta da magnífica frontaria do célebre Teatro Afonso Sanches. Já não existem essas aberturas imponentes que rematavam em arco de volta inteira. E também não existe, ao meio da fachada, uma lindíssima varanda do tempo áureo da arte do ferro forjado, em Vila do Conde. Exactamente a varanda que adorna a casa que foi de Serafim Ramos, médico ilustre, do lado nascente, na parede que dá para o largo Guilherme Gomes Fernandes.