Os vários suspensores (como este) que na Matriz seguram candeeiros poderão ser artesanato reminiscente de cultos pagãos da antiga Roma (como opinava Rocha Peixoto, em 1902). É estranho que Mons. J. Augusto Ferreira não tenho dito nada sobre o assunto. Seguramente, foram peças que agradaram à mentalidade portuguesa do final do século XIX, tão atreita ao gosto decorativo de motivos chineses. Remontam, no entanto, a tempos mais recuados estes ganchos com forma de dragões, certamente "emblemas e figuras típicas que revelam a sua antiguidade" (O Ave, 9-VI-1892). E nada obsta aceitar que tenham chegado a Vila do Conde, na época quinhentista de Gaspar Manuel, para neles se pendurarem "lâmpadas e lampadários" (Livros da Imposição da Igreja Matriz, I, Dezembro de 1603).
sábado, 5 de agosto de 2017
sábado, 1 de julho de 2017
Memória das Ruas, Avenidas e Praças principais
Ar e sol são duas grandes necessidades para a actividade orgânica, para a vida. As ruas devem ser largas não só para atender à circulação crescente, mas e principalmente para que o ar n'ellas corra livremente, e para que o sol as possa bem assoalhar, evitando a humidade produzida pelas chuvas e nevoeiros.
O Villacondense, 26 de Abril de 1908
O TEMPO
1840 – Arranjo urbano da Praça do Município
1846 – Alargamento da Rua de Santo Amaro
1863 – Abertura da Rua D. Luís I
1865 – Abertura da Avenida Bento de Freitas
1867 – Conclusão da Avenida Bento de Freitas
1872 – Conclusão da Rua D. Luís I
1886 – Abertura da Rua de Alto de Pega
Abertura da Rua nº 1 das Caxinas
Abertura da Rua do Pilado
1888 – Estrada das Caxinas à Av. Bento de Freitas
1889 – Abertura da Rua de Eduardo Coelho
1890 – Avenida Júlio Graça
1891 – Rua das Caxinas à Poça da Barca (projeto)
1893 – Passeios da Rua Nova
1894 – Calcetamento da Rua dos Prazeres
1897 – Avenida Figueiredo de Faria (antiga Rua da Estação)
1900 - Praça Vasco da Gama (antiga Praça Nova)
Acabamento da Avenida Campos Henriques (antiga Rua das Hortas)
1901 – Avenida Bernardino Machado
1902 – Rua Conde D.Mendo.
Praça Hintze Ribeiro (antigo Campo da Feira ou Terreiro)
1903 – Rua General Lemos (antiga Rua Tenente Valadim)
Rua do Lidador (antiga Rua Nova)
1906 – Calcetamento da Rua de S.João
1908 – Calcetamento da Rua da Lapa
1909 – Rua entre Caxinas e Santa Luzia
Calcetamento da Rua de Santo Amaro
1910 – Abertura da Avenida do Brasil
Rua 5 de Outubro (antiga Rua D. Luís I)
Praça da República (antiga Praça Hintze Ribeiro)
1912 – Calcetamento da Rua de S. Bento
1913 – Alargamento da Rua de S. João
1914 – Terraplanagem da estrada entre a Vila e Caxinas
1917 – Acabamento da Rua Eduardo Coelho
1918 – Terraplanagem da Avenida Júlio Graça (parte Sul)
1924 – Avenida Sá da Bandeira (antiga Avenida à Beira-Rio)
1928 – Prolongamento da Rua da Alegria (Poça da Barca)
1930 – Arranque da Rua de S. João
Rua Dr. Elias de Aguiar (antiga Rua do Cidral)
1932 – Reparação da Rua 5 de Outubro
Prolongamento da Avenida do Brasil (para Sul)
Nivelamento do piso da Avenida Sacadura Cabral
Avenida Coronel Alberto Graça (antiga Rua Eduardo Coelho)
1934 – Rua 5 de Outubro (pavimentação a cubos)
Largo 28 de Maio (antigo Largo dos Artistas)
Largo António José da Almeida (antigo Largo da Misericórdia)
Aterro do lago da Avenida Júlio Graça
1936 – Extinção do Largo dos Pelames
Melhoramento da Avenida Figueiredo de Faria
1938 – Abertura da Rua Nun'Álvares Pereira
Terraplanagem da Avenida Júlio Graça
1941 – Novo arranjo da Avenida Júlio Graça
Alargamento e alinhamento da Rua 5 de Outubro
Regularização e ajardinamento da Praça de S.João
1942 – Pavimentação a betonilha da Rua Barão do Rio Ave
1943 – Novo lajeado na Rua da Igreja
1948 – Ajardinamento da Praça da República
Arranque da Avenida da Beira-Mar
1950 – Pavimentação da Avenida Sá da Bandeira
Pavimentação a asfalto da Avenida do Brasil
Embelezamento da Praça Vasco da Gama
1951 – Pavimentação da Avenida Coronel Alberto Graça
Pavimentação da Avenida Sacadura Cabral
1952 – Pavimentação a cubos da Rua da Misericórdia
1953 – Arruamento de "A Mundial"
1956 – Pavimentação da Rua 5 de Outubro
Pavimentação da Rua Joaquim Maria de Melo
Pavimentação da Avenida Figueiredo de Faria (em parte)
1958 – Reparação da Rua nº1 da Poça da Barca
Pavimentação da cubos da Avenida Bento de Freitas
1960 – Avenida "A Mundial"
Avenida D. António Bento Martins Júnior (antiga Avenida das Caxinas)
1962 – Abertura de arruamentos nas Caxinas
1964 – Rua Manuel Santos Vila Cova (Patrão Caramelho)
Asfaltamento da Avenida Marginal (antiga Avenida à Beira-Mar)
1965 – Avenida Dr.Carlos Pinto Ferreira (antiga Rua nº 1 das Caxinas)
Rua Capitão Carlos da Fonseca
1968 – Conclusão da Avenida Baltasar do Couto
Avenida Coutinho Lanhoso
Rua Alfredo Bastos (antiga Rua nº 1 da Poça da Barca)
Avenida Infante D. Henrique (antiga Avenida Marginal)
Rua do Alto de Pega
1970 – Avenida Cidade de Guimarães (antiga Rua das Escolas)
1973 – Avenida do Ferrol (antiga Avenida "A Mundial")
1974 – Largo dos Artistas (antigo Largo 28 de Maio)
Rua 25 de Abril (antiga Rua Barão do Rio Ave)
Avenida José Régio (antiga Avenida Campos Henriques)
1985 – Rua Dr. António Sousa Pereira
Praça Luís de Camões
1993 – Alameda dos Descobrimentos
1997 – Rua Rainha Dona Leonor
1999 – Inauguração das Rotundas
Arranjo da Praça Vasco da Gama
2000 – Arranjo do Largo dos Artistas
2001 – Praça D. João II
2005 – Acabamento da Praça José Régio
2007 – Avenida da Liberdade
O ESPAÇO
domingo, 23 de abril de 2017
Património Cultural em Imagem (L)
Olhamos para o alçado Sul do edifício, e o que vemos, à direita, não são letras nem ferraduras. São o "motivo decorativo", cercado com "tubo néon luminescente" (como reza o Ofício do Câmara Municipal de Vila do Conde para a Inspecção-Geral dos Espectáculos, em 7 de Novembro de 1946), motivo que traduz a forma geométrica de 3 anfiteatros (assim se diz da sala e suas partes), os quais constituíam, então, a novidade do Cine-Teatro Neiva em relação à Esplanada da Misericórdia (com uma plateia) e do Teatro Afonso Sanches (com um plateia e uma ordem de camarotes). Ou seja: este Cine-Teatro, inaugurado em 1947, compreendia uma plateia e dois balcões que vinham oferecer as melhores condições de visualização aos assistentes de Teatro ou de Cinema (assistentes cuja figura estilizada se insinua em cada peça da ornamentação).
domingo, 4 de dezembro de 2016
Revista da Imprensa Antiga (16)
UM AMONTOADO DE RUAS TORTAS E VELHAS
... dissemos que Vila do Conde era, desde o Largo dos Artistas até à Praia, uma coisa linda e admirável, apesar ainda da sua falta de habitações. (...) Só quando estiver completamente construída com novas avenidas e ruas transversais de acesso de umas às outras, é que será o que deve ser!... E então Vila do Conde poderá orgulhar-se de ser uma terra moderna, grande, limpa, airosa e bela, como poucas. Porque - digamos com franqueza - Vila do Conde antiga não passa, na sua maior parte, dum amontoado de ruas tortas e velhas, com um aspecto triste e impressionante, e até mesmo detestável, algumas, como por exemplo: Rua do Socorro, Rua de Fraga, Rua da Costa ... e mesmo a Rua da Igreja!... E só muito tarde – ou nunca! – elas poderão ser esteticamente corrigidas...
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"O Democratico", de 7 de Outubro de 1932
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
HISTORIAL 2013
RELAÇÃO DAS ACTIVIDADES SÓCIO-CULTURAIS
REALIZADAS PELO ATENEU, NO ANO DE 2013
REALIZADAS PELO ATENEU, NO ANO DE 2013
1. ASSEMBLEIA GERAL
6 de Fevereiro
No Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vila do Conde, para
apreciação do Relatório de Contas de Gerência de 2012, e avaliação das
actividades sócio-culturais levadas a cabo, ao longo do mesmo ano.
2. VISITA À ESTAÇÃO AQUÍCOLA
25 de Maio
Na companhia do nosso associado Carlos Manuel Andrade, assistente técnico da instituição, foi uma
oportunidade preciosa de entender a história rica e relevante da Estação
Aquícola de Vila do Conde, na piscicultura e repovoamento de rios, conhecer o seu espólio inestimável, e também de
sentir o contraste da sua desactivação, no tempo presente. Como foi momento
para reflectir e avaliar as potencialidades da sua recuperação.
3. A ROTA DOS SOLARES
12 de Outubro
Tendo o Dr. Francisco de Vasconcelos por guia, decorreu
o itinerário pelas mansões palacianas
dos séculos XVII e XVIII. A digressão começou em frente da Casa dos Vasconcelos, que já pertenceu à família
ilustre de que descende o nosso associado. Seguiu, dali até ao Largo de
S. Sebastião, com oportunos momentos de clara explicação histórica, junto a cada
frontaria e seu brasão que documentam tempos idos de glória e fidalguia de Vila
do Conde.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Património Cultural em Imagem (XLIX)
É o coreto da Avenida Júlio Graça, que tem cobertura de telhado sobre colunas de cimento.Na solidez austera da construção, parece assinalar a silenciosa fortaleza da resistência. A esfera da cúpula e o contexto arquitetónico da vizinhança lembra como vão longe os tempos em que tinha estrutura metálica assente sobre plataforma de vária utilidade. Tal como era a do seu semelhante, na Praça de S. João, desaparecido de lá por não se lhe reconhecer serventia. Nos Anos 20 e 30 do século passado, era o coreto um templo de boa música que animava a época balnear e as festas grandes, com rapsódias, sinfonias e ritmos de passo doble, primorosamente executados pela Banda dos Bombeiros ou pela Banda do Reformatório, que alegravam o povo da terra e forasteiros.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Revista da Imprensa Antiga (15)
ESTALEIROS
"Commercio de Villa do Conde", de 3 de Maio de 1908
Não se pode actualmente fazer uma ideia, sequer aproximada do movimento e actividade que isso imprimia a esta Vila o seu estaleiro, no tempo em que toda a margem do Ave, desde a Alfândega até ao Cais das Lavandeiras, era insuficiente para se erguerem as quilhas dos navios em construção e contratados para construir.
Não era só aos carpinteiros da ribeira que o estaleiro dava trabalho. Os ferreiros, os calafates, polieiros, cordoeiros, entalhadores e muitos outros artífices, tinham ali durante o ano trabalho remunerador.
________________________"Commercio de Villa do Conde", de 3 de Maio de 1908
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