Olhamos para o alçado Sul do edifício, e o que vemos, à direita, não são letras nem ferraduras. São o "motivo decorativo", cercado com "tubo néon luminescente" (como reza o Ofício do Câmara Municipal de Vila do Conde para a Inspecção-Geral dos Espectáculos, em 7 de Novembro de 1946), motivo que traduz a forma geométrica de 3 anfiteatros (assim se diz da sala e suas partes), os quais constituíam, então, a novidade do Cine-Teatro Neiva em relação à Esplanada da Misericórdia (com uma plateia) e do Teatro Afonso Sanches (com um plateia e uma ordem de camarotes). Ou seja: este Cine-Teatro, inaugurado em 1947, compreendia uma plateia e dois balcões que vinham oferecer as melhores condições de visualização aos assistentes de Teatro ou de Cinema (assistentes cuja figura estilizada se insinua em cada peça da ornamentação).
domingo, 23 de abril de 2017
domingo, 4 de dezembro de 2016
Revista da Imprensa Antiga (16)
UM AMONTOADO DE RUAS TORTAS E VELHAS
... dissemos que Vila do Conde era, desde o Largo dos Artistas até à Praia, uma coisa linda e admirável, apesar ainda da sua falta de habitações. (...) Só quando estiver completamente construída com novas avenidas e ruas transversais de acesso de umas às outras, é que será o que deve ser!... E então Vila do Conde poderá orgulhar-se de ser uma terra moderna, grande, limpa, airosa e bela, como poucas. Porque - digamos com franqueza - Vila do Conde antiga não passa, na sua maior parte, dum amontoado de ruas tortas e velhas, com um aspecto triste e impressionante, e até mesmo detestável, algumas, como por exemplo: Rua do Socorro, Rua de Fraga, Rua da Costa ... e mesmo a Rua da Igreja!... E só muito tarde – ou nunca! – elas poderão ser esteticamente corrigidas...
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"O Democratico", de 7 de Outubro de 1932
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
HISTORIAL 2013
RELAÇÃO DAS ACTIVIDADES SÓCIO-CULTURAIS
REALIZADAS PELO ATENEU, NO ANO DE 2013
REALIZADAS PELO ATENEU, NO ANO DE 2013
1. ASSEMBLEIA GERAL
6 de Fevereiro
No Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vila do Conde, para
apreciação do Relatório de Contas de Gerência de 2012, e avaliação das
actividades sócio-culturais levadas a cabo, ao longo do mesmo ano.
2. VISITA À ESTAÇÃO AQUÍCOLA
25 de Maio
Na companhia do nosso associado Carlos Manuel Andrade, assistente técnico da instituição, foi uma
oportunidade preciosa de entender a história rica e relevante da Estação
Aquícola de Vila do Conde, na piscicultura e repovoamento de rios, conhecer o seu espólio inestimável, e também de
sentir o contraste da sua desactivação, no tempo presente. Como foi momento
para reflectir e avaliar as potencialidades da sua recuperação.
3. A ROTA DOS SOLARES
12 de Outubro
Tendo o Dr. Francisco de Vasconcelos por guia, decorreu
o itinerário pelas mansões palacianas
dos séculos XVII e XVIII. A digressão começou em frente da Casa dos Vasconcelos, que já pertenceu à família
ilustre de que descende o nosso associado. Seguiu, dali até ao Largo de
S. Sebastião, com oportunos momentos de clara explicação histórica, junto a cada
frontaria e seu brasão que documentam tempos idos de glória e fidalguia de Vila
do Conde.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Património Cultural em Imagem (XLIX)
É o coreto da Avenida Júlio Graça, que tem cobertura de telhado sobre colunas de cimento.Na solidez austera da construção, parece assinalar a silenciosa fortaleza da resistência. A esfera da cúpula e o contexto arquitetónico da vizinhança lembra como vão longe os tempos em que tinha estrutura metálica assente sobre plataforma de vária utilidade. Tal como era a do seu semelhante, na Praça de S. João, desaparecido de lá por não se lhe reconhecer serventia. Nos Anos 20 e 30 do século passado, era o coreto um templo de boa música que animava a época balnear e as festas grandes, com rapsódias, sinfonias e ritmos de passo doble, primorosamente executados pela Banda dos Bombeiros ou pela Banda do Reformatório, que alegravam o povo da terra e forasteiros.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Revista da Imprensa Antiga (15)
ESTALEIROS
"Commercio de Villa do Conde", de 3 de Maio de 1908
Não se pode actualmente fazer uma ideia, sequer aproximada do movimento e actividade que isso imprimia a esta Vila o seu estaleiro, no tempo em que toda a margem do Ave, desde a Alfândega até ao Cais das Lavandeiras, era insuficiente para se erguerem as quilhas dos navios em construção e contratados para construir.
Não era só aos carpinteiros da ribeira que o estaleiro dava trabalho. Os ferreiros, os calafates, polieiros, cordoeiros, entalhadores e muitos outros artífices, tinham ali durante o ano trabalho remunerador.
________________________"Commercio de Villa do Conde", de 3 de Maio de 1908
domingo, 29 de setembro de 2013
Revista da Imprensa Antiga (14)
CÍRCULO INFERNAL
Quanto menos se ganha, menos se gasta;
Quanto menos se gasta, menos se compra;
Quanto menos se compra, menos se encomenda;
Quanto menos se encomenda, menos se fabrica;
Quanto menos se fabrica, menos se ganha;
Quanto menos se ganha, menos se gasta.
Eis o círculo infernal em que estão metidos os consumidores do mundo inteiro, e do qual não poderão sair enquanto se persistir em reduzir-lhes o poder de compra.
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"O Democratico", de 21 de Junho de 1935
Quanto menos se ganha, menos se gasta;
Quanto menos se gasta, menos se compra;
Quanto menos se compra, menos se encomenda;
Quanto menos se encomenda, menos se fabrica;
Quanto menos se fabrica, menos se ganha;
Quanto menos se ganha, menos se gasta.
Eis o círculo infernal em que estão metidos os consumidores do mundo inteiro, e do qual não poderão sair enquanto se persistir em reduzir-lhes o poder de compra.
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"O Democratico", de 21 de Junho de 1935
domingo, 18 de agosto de 2013
Património Cultural em Imagem (XLVIII)
Veio lá de cima, de Santa Clara, o fontanário do século XVIII que havia sido desmantelado aquando dos trabalhos de restauro do Convento, sujeitos ao "vandalismo de empreiteiros broncos, que para aquela preciosa obra de arte tinham apenas uma grosseira educação de trolhas" (A Republica, de 31 de Março de 1928). Reconstruído na Praça de S. João (1932-1933), depois ladeado de painéis de azulejo, é memória em pedra do tempo em que, para ligação da Estrada Real ao Bairro Balnear, no prolongamento da Rua de S. João, se alargou a travessa (antiga Viela da Horta Grande) que dava para o Largo dos Artistas, deitando abaixo uma casa térrea da esquina onde apareceu o Café Nacional (1930). E não apareceu mais nada porque o arranjo urbanístico projetado, que passaria pela demolição das casas do quadrilátero que dali sobe até à Matriz, ficou para as calendas gregas.
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