domingo, 14 de outubro de 2012

ESPAÇO INVESTIGAÇÃO (9)


CRONOLOGIA CONTEMPORÂNEA DE VILA DO CONDE
 
Século XIX

1801 – Inauguração dos dormitórios e refeitório de Santa Clara
1808 – O brasão de D. Manuel na Matriz é picado por ordem de Junot
            Apoio à Restauração da Monarquia Portuguesa no Porto
1811 – Vila do Conde adquire o senhorio das duas margens do Ave
1819 – Providências para moralizar a Festa do Corpo de Deus
1820 – A Câmara presta juramento de obediência à Junta Provisional do Porto
1821 – A ponte de pedra é desmoronada pela força de uma cheia
            Construção de uma ponte de madeira
1832 – A Armada Liberal estadia no mar de Vila do Conde
            Desembarque de Sá Nogueira
1833 – Triunfo do Regime Liberal em Vila do Conde
1834 – As rendas da portagem da ponte passam para a Câmara Municipal
1836 – Incorporação do Concelho de Azurara no Município de Vila do Conde
1839 – O Governo concede à Ordem Terceira a igreja da Encarnação
1840 – Começo do povoamento das Caxinas
            Arranjo urbanístico da Praça Nova
1841 – Ergue-se o Padrão da Memória junto ao Forte de S. João Baptista
1845 – Nascimento e Baptismo de José Maria de Queiroz
            Aquisição de bouça do Pevido para aformoseamento do cais
1846 – Movimento popular de oposição ao Regime de Costa Cabral
            Alargamento da Rua de Santo Amaro
1847 – Obras no cais e de encanamento do rio Ave
1848 – Criação da Casa da Roda
1853 – A Capela de S. Sebastião vai para o Cemitério Municipal
1854 – Encerramento da Casa da Roda
1862 – Estrada Real (Rua D. Luiz I)
1863 – Começo da abertura da Rua dos Banhos (Rua Bento de Freitas)
1864 – A Ordem Terceira toma posse do Convento de S. Francisco
1867 – Inauguração do Asilo no Convento de S. Francisco
            Anexação da freguesia de Formariz
            Exéquias na Matriz pelo rei D. Miguel
1870 – Camilo vem residir, por três anos, na Praça Velha
1871 – Fica completo o Concelho de Vila do Conde
            Lançamento do jornal “O Correio do Ave”
1872 – Ponte ferroviária sobre o Rio Ave
            Visita do rei D. Luís
1874 – Inauguração da Linha Americana
1875 – Iluminação pública a lampião
            Fundação do Colégio de S. José para educação de meninas
            Fundação do Club 1º de Dezembro
            Fábrica da Companhia do Rio Ave
1877 – Fundação do Colégio de S. João, no Passeio das Azenhas
1878 – Instalação de novo relógio na Matriz
            Lançamento do jornal “O Villacondense”
1880 – Cheia do rio Ave
1881 – Prosperidade da construção naval
            Antero de Quental vem residir, por dez anos, na Praça Velha
            Abertura da Rua de Eduardo Coelho
            Inauguração do Cemitério da Ordem Terceira
1882 – Sociedade filarmónica Grémio Artístico Villacondense
1883 – Lançamento do jornal “O Globo”
1884 – É sentido um terramoto na Vila
            Construção do novo Mercado (fechado)
1885 – Paredão da Senhora da Guia
1887 – Morte de Bento de Freitas
            Lançamento do  “Jornal de Villa do Conde”
Café da Avenida
Café da Praia
Inauguração do Club dos Banhistas no Palacete Mello
            Construção da igreja do Senhor dos Navegantes
1888 – Extinção do Club Fluvial Villacondense
            Criação do Club da Avenida
            Bênção do Cemitério de S. Francisco
            Avistada a NW uma tromba marítima
1889 – Grande Procissão de Cinzas
1890 – A população da Vila ultrapassa os 5000 habitantes
            Abertura do restaurante do Hotel Central
            Arborização da Avenida Júlio Graça
1891 – Melhoramentos e vedação do adro da Matriz
            Projecto da rua entre Caxinas e Poça da Barca
            Obras de ampliação do Grande Hotel da Avenida
1892 – Morte de Júlio Graça
            Jardim público, na Praça Nova
            Lançamento do jornal “O Ave”
            Inauguração da capela do Colégio de S. José
1893 – Ponte rodoviária sobre o Rio Ave
            Hotel Central, no Largo dos Artistas
            Ajardinamento do Largo do Carmo
            Ponte sobre o lago grande, na Avenida Júlio Graça
1894 – Criação da Estação Aquícola
            Calcetamento da Rua dos Prazeres
            Fontanário de S.Francisco dos Milagres
1895 – Instalação da luz eléctrica, na Fábrica Rio Ave
1896 – Alfaiataria de Amândio Ferreira, no Campo da Feira
1897 – Hotel Central, na Rua de S.João
            A Rua da Estação recebe o nome de Figueiredo de Faria
1899 – É demolida a Capela de Santa Luzia
            Lançamento do jornal “O Partidario”
            Guerra Junqueiro vem residir, por seis anos, na Av. Bento de Freitas
            Corrida na praça de touros da Avenida
1900 – Abertura do Teatro Afonso Sanches
            Lançamento do jornal “O Villacondense”
            Praça Nova recebe o nome de Vasco da Gama
            Acabamento da avenida a Norte  da ponte (Av. Campos Henriques)
 
Século XX

1901 – Venda da Capela do Espírito Santo
            Aprovação dos Compromissos da Casa da Misericórdia
            Inauguração do cinema mudo, no Teatro Afonso Sanches
            Bernardino Machado é nome de rua
            Irmãs Hospitaleiras expulsas do Asilo
1902 – Casa da Correcção instalada  no Convento de Santa Clara
            Inauguração do Clube da Avenida
            Abertura da Rua D. Mendo
1903 – Adjudicação de nova Cadeia no Monte do Convento
            Rua de Tenente Valadim recebe o nome de General Lemos
            Rua Nova passa a Rua do Lidador
1904 – Expropriação para alargamento da Rua de Trás do Adro
            Criação da Inspecção de Impostos
            Início do restauro da Igreja Matriz
1905 – Refundação do Clube Fluvial Vilacondense
            Fundação do Círculo Católico de Operários
1906 – Inauguração do Posto de Socorros a Náufragos
            Associação de Socorros Mútuos “A Villacondense”
            Lançamento do jornal “Commercio de Villa do Conde”
            Linha Americana chega à Estação dos Caminhos de Ferro
1907 – Instalação do Casino no Teatro Afonso Sanches
            Inauguração da fábrica Portugália
            Confeitaria Vilacondense
            Mercado do Peixe na Praça de S.João
1908 – Licenciada a instalação da Seca do Bacalhau
            Começo da laboração da fábrica A Fructuaria
            Abertura do Bazar Moderno, no Largo dos Artistas
            Calcetamento da Rua da Lapa
1909 – Calcetamento da Rua de Santo Amaro
            Demolição de casas, na Rua de Santa Luzia
            Inauguração do Manaos-Club, na Praça Hintze Ribeiro
            Loja de fazendas da Adelino Valle, na Rua D. Luiz I
            Cheia do rio Ave
            Defesa da integridade concelhia
1910 – Lançamento da revista “Illustração Villacondense”
            Aclamação da República
            Encerramento do Colégio de S. José
            Instalação da Comissão de Saúde
            Lançamento do jornal “A Republica”
            Arranque das obras da Avenida do Brasil
1911 – Encalhe do cruzador S. Rafael
            Criação da associação “Club dos Simples”
            Mercearia de José Francisco Ferreira, na Rua do Lidador
            Sindicato Agrícola de Vila do Conde
            Café Fluvial, na Avenida Figueiredo Faria
            Cinematógrafo Salão High-Life, na Avenida Júlio Graça
            Inauguração da Farmácia Faria
            Centro Republicano Vilacondense
            Iluminação Av. Bernardino Machado
1912 – Estação do Telégrafo-Postal, na Rua da Costa
            Fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários
            Primeiro circuito de ciclismo no Concelho
            Instalação de destacamento da GNR
            Defesa da integridade concelhia
            Casa Firmino
            Instituto do Ensino Secundário
1913 – Lançamento do jornal “O Democratico”
            Transferência do Pelourinho para a Praça Vasco da Gama
            Abertura do Balneário Vilacondense
            Criação do Instituto do Ensino Secundário
            Secularização da capela do Cemitério Municipal
            Padaria Central, na Rua 5 de Outubro
            Tipografia do Ave faz edição de Postais de Vila do Conde
1914 – Mercearia da Praia, na Avenida Júlio Graça
            Mercearia Confiança, no Largo dos Artistas
            Mercearia Central, na Praça de S. João
            Farmácia de Manuel Flores, na Praça da República
            Ourivesaria de Egídio Barbosa, na Rua 5 de Outubro
            Mercearia de Torquato Monteiro, no Largo dos Artistas
            Ampliação do Hospital
            Demolição Posto Socorros a Náufragos, nas Caxinas
1915 – Tabacaria Rio Ave, na Praça da República
            Festa do Corpo de Deus com tapetes de flores na ruas da Vila
            Demolição do velho Hospital
            Novo Mercado Municipal
            Mercearia de Alberto Leal, na Rua da Costa
            Mercearia de Joaquim Ramos, no Largo dos Artistas
            Villa do Conde Foot-Ball Club
            Club dos Simples, associação juvenil
1916 – Inauguração da nova Cadeia Civil, nas Pedreiras
            Quartel dos Bombeiros
            Comissão de Propaganda da Praia
            Sessão de teatro na fábrica da Companhia do Rio Ave
1917 – Começo dos “Quadros de Romaria” no Teatro Afonso Sanches
            Conclusão da Rua de Eduardo Coelho
            Café Portugal, na Praça da República
            Barbearia de António Macedo, no Largo dos Artistas
            Grupo Foot-ball Vilacondense
1918 – Fundação do Rancho do Monte
            Abertura do Grande Casino, na Av. Júlio Graça
            Talho de Joaquim Ramos, na Praça de S. João
1919 – Centro Republicano Democrático
            Casa do Anzol, na Avenida Campos Henriques
            Amotinações da Traulitânia
            Entra em funcionamento a Escola de Rendas
            Vivenda e pinhal de José Menères
            Sede do Club Fluvial, na Rua do Lidador
            Criação da Escola de Pesca
1920 – Fundação do Rancho da Praça
            Abertura do Palácio Hotel (antigo Hotel da Avenida)
            Mercearia Santos na Rua 5 de Outubro
            Estatutos da Associação de Operários da Construção Naval
            Projecto de construção de uma Praça de Touros
1921 – Inauguração da rede pública da luz eléctrica
Apresentação do Orfeão Vilacondense, no Teatro Afonso Sanches
1922 – Festejos pelo êxito de Gago Coutinho e Sacadura Cabral
1923 – Prémio internacional para a fábrica Portugália
            Armazéns de S. João, na Rua 5 de Outubro
            Loja de fazendas e miudezas, na Praça de S. João
            Fundação da casa de chá “Ao Bom Doce”
1924 – Dispensário da Luta Anti-tuberculose
            Barbearia Central, na Rua da Igreja
            Abertura da Avenida Sá da Bandeira
            Abertura do Casa do Anzol, na Av. Campos Henriques
            Junta Autónoma do Porto e Barra de Vila do Conde
1925 – Criação do Villacondense Foot-Ball Club
            Carlos Adriano edita Postais de Vila do Conde
            Festas Ferroviárias
            Tourada no Forte de S. João
            Caixa dos Vinte Amigos
1926 – Primeira censura à Imprensa
1927 – Alfaiataria Avenida, na Campos Henriques
            Deslocação do Orfeão de Vila do Conde a Vila Real
            Discurso de Leonardo Coimbra nas Festas Centenárias Franciscanas
            Incêndio na Palácio Hotel
            Associação dos Bombeiros considerada de utilidade pública
            Funilaria de Amadeu Cunha, na Rua dos Pelames
1928 – Rede municipal de energia eléctrica
            Bombeiros adquirem uma auto-bomba
            Igreja do Senhor dos Navegantes
            Vila do Conde perde a zona de jogo em favor da Póvoa
            Primeiro lançamento do jornal “O Monte”
1929 – Inauguração da Rede Telefónica
            Arranque da reconstrução do Porto de Vila do Conde
            Construção do Campo de Jogos
            Obras de reparação da Ponte metálica rodoviária
            "Ao Bom Doce" na Rua de S. João
            Mercearia Flor do Carmo
1930 – Inauguração do Café Nacional
Capitania do Porto de Vila do Conde
            Instituto de Socorros da Náufragos
            Rua da Senra recebe o nome de Elias de Aguiar
Primeira Exposição de Rendas em Lisboa
Restaurante da Estação
Papelaria Adriano
1931 – Inauguração do novo Hospital
            Demolição da Casa da Visitação, em Santa Clara
1932 – Inauguração da casa-abrigo do salva-vidas
            Início de laboração da Fábrica de Chocolates
            Inauguração do Monumento aos Mortos da Grande Guerra            
            Conclusão das obras da Ponte
            Projecto de prolongamento da Praça do Mercado
            Projecto de avenida marginal de Leça a Vila do Conde e Póvoa
            Rua Eduardo Coelho passa a Rua Coronel Alberto Graça
1933 – Inauguração de Creche, Escola e Bairro Operário, na Companhia Rio Ave
            Ampliação do Mercado em andamento
            Reabertura do Palácio Hotel
            Jornal "A Republica" visado pela Comissão da Censura
1934 – Lançamento do jornal “Voz do Ave”
            Lançamento do jornal “A Renovação”
            Largo dos Artistas passa a Largo 28 de Maio
            Largo da Misericórdia recebe o nome de António José de Almeida
            Cinema sonoro no Teatro Afonso Sanches
            Fixação da Feira Semanal à sexta-feira
            Novo projecto para a ampliação do Mercado
            Estrada a paralelipípedo entre Vila do Conde e Póvoa
            Fim da circulação dos Carros Americanos
            Farmácia Normal
1935 – Demolição da Capela de S.Tiago
            Grandes Festas do Carmo
            Estrada Nacional  vai em Cimo de Vila
            Farmácia Vital
1936 – Instalação da Caixa Geral de Depósitos
            É arrasado o Largo dos Pelames
            Tapamento da Viela do Laranjal (Viela dos Gatos)
            Comissão Concelhia da União Nacional
1937 – Capela de Nossa Senhora do Desterro
            Primeiro circuito de Ciclismo
            Colégio de Santa Maria Maior, na Casa da Bajoca
            Festas do Carmo em extinção
1938 – Lançamento do jornal “Renovação”
            Abertura da Rua Nun’Álvares Pereira
            Grupo dos Pacatos
1939 – Incêndio no Quartel dos Bombeiros
            Casa dos Pescadores
1940 – Cruzeiro da Independência, na Senhora da Guia
            Inauguração do Campo do Rio Ave F.C.
            Vilacondense Velo Club
            Abertura da Pensão Avenida
            Casa dos Magistrados
1941 – Tipografia Lidador
            Ajardinamento da Praça de S. João
            Quartel dos Bombeiros, na Rua de S. Bento
            Conclusão do Mercado Municipal
1942 – Comemorações Anterianas
1943 – Bairro Operário da Companhia do Ave
1944 – Mercado Municipal recebe o nome de Duarte Pacheco
            Bairro Piscatório
            Os Salesianos instalam-se em Santa Clara
            Conferências Literárias no Club Fluvial
            Cortejo do Trabalho
1945 – Exposição de Rendas de Vila do Conde, em Lisboa
1946 – Semana de Arte no Casino
1947 – Grande cortejo de oferendas para o Hospital
            Abertura do Cine-Teatro Neiva
            Inauguração do novo Balneário
1948 – Abertura do Café Bompastor
            Grémio da Lavoura cria a Cooperativa Agrícola Leiteira
1949 – Confeitaria Pinto (antiga Vilacondense)
            Bairro dos Pescadores (segunda fase)
1950 – Abertura do Restaurante João da Ester
1951 – Inauguração do Bairro Social Delfim Ferreira
            Casa da Praça torna-se a Casa da Acção Católica
            Restaurante Peninsular
1952 – Rio Ave F.C. sobe à Segunda Divisão Regional
1953 – Celebração do Milenário
            Primeira pedra da reconstrução da Fonte de S. João
1954 – Nova sede do Grémio do Comércio
            Oficialização do Feriado Municipal no dia 24 de Junho
            Abertura  do Grande Colégio de S. José, no antigo Casino
            Inauguração da Fonte de S. João
1955 – Distribuição da Sopa dos Pobres, em S. Francisco
1956 – Bodas de Ouro do CCO
1957 – Inauguração da Cantina Escolar
            Novas instalações dos Correios
1958 – Posto da GNR
1959 – Festival Folclórico das Caxinas
1960 – Abertura do Banco Borges & Irmão
            Inauguração do Palácio Hotel
            Oito arcos do Aqueduto desmoronam
1961 – Comemorações Condestabrianas
1962 – Grande cheia do Ave
1963 – Ginásio Clube Vilacondense
            Nova sede da Caixa Geral de Depósitos
1964 – Inauguração do Centro de Saúde
1965 – Posto de Serviços Médico-sociais
         -  Arranque da modernização de casas, nas Caxinas
1966 – Inauguração da Lota das Caxinas
1967 – Inauguração da Praia das Caxinas
         – Abertura do Café Gaby
         - Centro Comercial das Caxinas
1968 – Abertura da Escola Frei João de Vila do Conde
1969 – Fábrica Maconde
            Celebrações do 30º aniversário do RAFC
1970 – Abertura da Escola Técnica
1971 – Centenário do Concelho de Vila do Conde
            Associação dos Amigos de Vila do Conde
1972 – Inauguração do Palácio da Justiça
1973 – Geminação da Vila do Conde com El Ferrol
1974 – Arranque das obras da nova Ponte Rodoviária
            Grande manifestação do 1º de Maio
            Comissão Administrativa da nova Câmara Municipal
1975 – Abertura da Casa José Régio
            Transferência da Fonte da Misericórdia
1976 – Eleições Autárquicas
1977 – Transferência da Oficina de Rendas para a Escola Secundária
Iluminação nocturna dos monumentos
Lançamento do jornal “Informação Vilacondense”
1978 – Primeira Feira do Artesanato
1979 – Rio Ave F.C. na Primeira Divisão
Quartel dos Bombeiros junto à doca
Lançamento do “Jornal de Vila do Conde”
Lançamento do jornal “Voz do Ave”
Inauguração do Centro Paroquial
1980 – Novas instalações da Escolas José Régio e Frei João
1981 – Acabamento do molhe da Senhora da Guia
            Fundação do Rotary Club
            Fundação da Academia de S. Pio X
1982 – Centro de Dia da Terceira Idade, nas Caxinas
            Tapete betuminoso na Av. Infante D.Henrique
1983 – Escadaria de acesso ao adro da Matriz
1984 – Geminação com Olinda
            Inauguração do Estádio do Rio Ave F.C.
            Lançamento do jornal “O Comércio de Vila do Conde”
            Comissão de Defesa do Património
            Estátua de José Régio
1985 – Inauguração da nova igreja do Senhor dos Navegantes
            Encerramento do Matadouro Municipal
            Piscinas Municipais
            Inauguração do Museu de Arte Sacra
            Abertura da Av. Dr. António Sousa Pereira
            Urbanização da zona envolvente do Palácio da Justiça
1986 – Estação dos CTT na Rua António Andrade
1987 – Geminação com Le Cannet-Rocheville
1988 – Elevação de Vila do Conde a cidade
            Restauração do edifício do Convento do Carmo
            Recuperação do Solar dos Vasconcelos
            Estátua de S. João Baptista na Praça de S. João
            Lançamento do jornal “Terras do Ave”
1989 – Rádio Foz do Ave
Rádio Linear
1990 – Encerramento do Cine-Teatro Neiva
1991 – Criação do Museu das Rendas de Bilros
            Abertura do Auditório Municipal
            Inauguração do Museu do Mar
1992 – Primeiro Festival Internacional de Curtas Metragens
1993 – Lançamento do jornal “A Tribuna de Vila do Conde”
            Inauguração da Alameda dos Descobrimentos
1994 – Geminação com Portalegre
            Inauguração do Monumento ao Pescador
            Transferência dos Estaleiros para a margem esquerda do Ave
1995 – Centro Municipal da Juventude
            Lar da Santa Casa da Misericórdia
1996 – Busto do P. Porfírio Alves, junto à Matriz
1997 – Rua Rainha Dona Leonor
1998 – Acabamento das obras de remodelação do Lar de S. Francisco
1999 – Inauguração do Centro de Ciência Viva
            Abertura  do Museu das Cinzas
            Inauguração das Rotundas
2000 – Arranque do Programa Polis
            Demolição do nicho dos Bem Guiados

Século XXI

2001 – Inauguração da Biblioteca Municipal José Régio
            Praça D. João II
Recuperação da Alfândega Régia
2002 – Celebrações dos 500 anos da Matriz
            Reabilitação do edifício da Câmara Municipal
            Centro de Ciência Viva
2003 – Celebração dos 400 anos da Capela do Socorro
            Centro de Documentação dos Portos Marítimos
2004 – Obras requalificação da marginal
            Inauguração do ESEIG
2005 – Solar-Galeria de Arte Cinemática
            Inauguração do Parque João Paulo II
            Conclusão da Praceta José Régio
            Programa Polis: Av. Brasil e Infante D.Henrique
2006 – Salesianos deixam Vila do Conde
            Chegada do Metro a Vila do Conde
            Inauguração do Centro de Saúde
2007 – Fundação do Ateneu de Vila do Conde
            Centro de Monitorização e Interpretação ambiental
            Nau fundeada junto à Alfândega
            Casa e Centro Documentação José Régio
2008 – Inauguração do Centro de Memória
2009 – Inauguração do Teatro Municipal
2010 – Memorial dos Combatentes do Ultramar
            Prémio de reabilitação urbana para a Câmara Municipal

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXVIII)


Anexo à Capela da Senhora da Guia, no alto da escada, com o oceano ao fundo, o Cruzeiro da Independência. É obra de 1940, ano em que o Regime do Estado Novo realizou as grandes celebrações centenárias da Fundação de Portugal (1140) e da Restauração (1640). O monumento é simples, quase rústico, mas foi inaugurado com alguma pompa e muito patriotismo das entidades oficiais e afins que, na época, eram o rosto concelhio da União Nacional.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

ESPAÇO INVESTIGAÇÃO (8)


HISTÓRIA TOPONÍMICA DE VILA DO CONDE

Notas que ajudam ao conhecimento histórico das ruas, avenidas e praças da Cidade. No espaço – vamos de Norte para Sul pelo núcleo urbano antigo. No tempo – vamos do nome que tem no Presente para o nome (ou nomes) que tinha no Passado. A numeração romana indica o século em que aparece (ou a que remonta) a denominação do lugar.

CIMO DE VILA (XVI) - Na parte alta da povoação.
LAPA (XX) – Rua de S. Bartolomeu (XVI) que dava para o Campo da Forca.
GENERAL LEMOS (XX) – Rua da Alegria (XIX), Rua Tenente Valadim (XIX), Rua de S. Sebastião (XVI), Rua do Mata Sete (XVI), Rua do Barroso (XVI).
ANTÓNIO FERNANDES DA COSTA (XX) – Rua da Palha (XVI) depois de Santa Luzia, pela Estrada Velha, a caminho dos Bem Guiados. Na sua parte Sul, era a Rua de Santa Luzia (XVI) e o começo da Rua da Misericórdia (XVI).
SANTA CATARINA (XVI) - Vai dar à capela da Padroeira da Navegação.
ANTERO DE QUENTAL (XX) – Praça Velha (XV) da antiga Câmara e Pelourinho com picota.
COSTEIRA – Rua da Costeira (XVII), Rua do Poço (XVI).
D.MENDO (XX) – Rua da Judiaria (XVI) que vinha de Santa Luzia, dando para outras vielas e para a Rua do Tijolo (XVI).
ANTÓNIO SOUSA PEREIRA (XX) – Na sua parte Nascente, era a Rua da Cordoaria (XVI) que vinha de Santa Catarina.
5 DE OUTUBRO (XX) – Rua da Estrada Nova ou Estrada Real (XIX) que dava para Cimo de Vila e seguia para a Póvoa, Rua da Alegria (XIX), Rua de D. Luiz (XIX), passando pela velha Fonte da Vila.
MÓS (XVII) –  Subia do Largo de S. Sebastião (XVII) a caminho de Argivai.
COSTA (XVII) – Rua do Garcês (XVII) na parte Norte, Rua de S.Pedro (XVII) na parte Sul, a caminho de Santa Luzia, Rua da Cadeia (XVI).
SANTO AMARO (XVI) – A configuração contemporânea data do século XIX, prolongando-se até ao rio. Pouco antes da viragem de século, e por algumas décadas, tomou o nome de Rua de S.Francisco dos Milagres, ao descer da Rua das Donas (XVI) até à Calçada de S.Francisco (XVI) e, para Sul, deu lugar à Avenida Campos Henriques (XX), antiga Rua das Hortas (XVIII). Anteriormente ao século XIX, o topónimo indicava apenas sua parte Norte, e descia para a Fonte das Donas (XVI). Na  parte Sul, era a Rua do Monte (XVIII), a Rua do Bispo (XVII), a Rua de Santa Clara (XVI).
JOSÉ RÉGIO (XX) – Rua de Campos Henriques (XX), Rua da Ponte (XIX) na parte Norte, Rua das Hortas (XVIII) na  parte Sul, até ao rio.
DONAS (XVI) - Desce do Mosteiro, com o nome das fidalgas que a ele se acolhiam.
CUNHA ARAÚJO (XX) – Rua Bento de Freitas (XX), na parte Nascente, Rua dos Banhos (XIX).
MISERICÓRDIA (XVI) – Assim chamada na parte Norte, onde está a Casa da Irmandade, era a Rua dos Mourilheiros (XVI), na parte Sul, onde se fazia salmoura para conserva de carnes.
ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA (XX) – Largo do Hospital (XIX).
IGREJA (XVIII) – Rua da Lage (XVI) na parte Norte, Rua da Cruz (XVI), na parte Sul.
ARTISTAS (XIX) – Largo 28 de Maio (XX), do Senhor da Cruz (XVII).
VASCO DA GAMA (XIX) – Largo do Senhor da Agonia (XVII), Praça Nova (XVI).
NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (XX) – Rua rasgada a Nascente da já desaparecida Rua de Trás do Adro (XIX) e que vai para Norte até à Rua D. Mendo, passando ao lado do Largo da Roda (XIX).
25 DE ABRIL (XX) – Rua do Barão do Rio Ave (XX), Rua de S. João (XIX).
JOÃO CANAVARRO (XX) – Rua Coronel Alberto Graça (XX), Rua Eduardo Coelho (XX).
SENRA (XVI) – Descia da Misericórdia à Rua dos Penedos. Mudou o nome para Rua Elias de Aguiar (XX). Recuperou o topónimo, indicando o arruamento entre o solar da Bajoca e a Rua da Misericórdia, atravessando o Largo Guilherme Gomes Fernandes (XX).
ELIAS DE AGUIAR (XX) – Entre o solar da Bajoca e o Largo do Ribeirinho (XIX), Rua dos Penedos (XVI), na parte Sul.
S. BENTO (XVII) – Rua Joaquim Maria de Melo (XX), Rua do Lugo (XVII) na parte Sul, Rua Direita (XVI), Rua da Cruz (XVI).
RIBEIRINHO (XIX) – Largo da Feira dos Porcos (XX), Cidral (XVII).
JOAQUIM MARIA DE MELO (XX) – Rua do Cidral (XVII), vem do Largo da Bajoca (XVII) entestar com a Rua de S. Bento.
LIDADOR (XX) – Rua de S.Roque (XVII), na parte Norte, Rua Nova (XVI).
FRAGA (XVI) - Rua de empedrado por onde subiam cargas pesadas que vinham da Ribeira (XVI).
ALFÂNDEGA (XVI) – Rua do Cais (XVIII).
LAVANDEIRAS (XVII - Rua onde se lavavam e assentavam as sardinhas.
PRAZERES (XVI) – Ia de S. Bento dar à Calçada de Santo António da Barroquinha (XVII) e ao Beco dos Prazeres (XVII), onde desembocava na Rua do Socorro.
CUNHA REIS (XX) – Largo do Carmo (XVIII), na parte Sul, sobe até ao Largo do Laranjal (XIX).
SOCORRO (XVII) – Rua  da Torre (XVI).
S.TIAGO (XVI) – Calçada que dava para a velha ermida de S. Tiago que seria destruída no século XX.
REPÚBLICA (XX) – Praça Hintze Ribeiro (XX), Campo da Feira (XIX), Terreiro (XVIII), Largo do Submosteiro (XVIII).
FIGUEIREDO FARIA (XX) – Entestando com a Rua Bernardino Machado (XX) que seguia para as Pedreiras, era, na parte do Poente, a Rua  das Azenhas (XVII), que vinha à Rua do Submosteiro (XVI), e dava com a Rua dos Pelames (XVI), onde se curtiam couros.
NUN’ÁLVARES PEREIRA (XX) – Rasgada pelas vielas da cerca que contornava o Mosteiro de Santa Clara, pela banda do Nascente.
____________________
Fontes de consulta:

ARQUIVO DE S. FRANCISCO DE VILA DO CONDE – Livros para se cobrarem os annaes (...). 1732.
ARQUIVO MUNICIPAL DE VILA DO CONDE – Livro de lançamento da Décima. 1643.
CORTESÃO, Armando ( Direc. de ) – Portugaliae Monumenta Cartographica. Lisboa: IN-CM, 1987.
FREITAS, Eugénio A. Cunha  et al – Estudo da Toponímia da Zona Histórica de Vila do Conde, 1981. Inédito.                  
MARÇAL, Horácio – Toponímia Antiga e Moderna de Vila do Conde. “Renovação”, 9 de Março de 1979.
POLÓNIA, Amélia – A Expansão Ultramarina numa perspectiva local. O porto de Vila  do Conde no século XVI. Lisboa: IN-CM, 2007.
PEREIRA, João Maria dos Reis – Antigos valores urbanísticos de Vila do Conde. “Vila do Conde”, 1964.
REIS, João dos – Curiosidades da antiga Vila (...). “Douro Litoral”, Porto, 1950.

sábado, 21 de julho de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXVII)


Aqui houve uma fábrica de fiação e tecelagem, à beira do rio, na paisagem industrial que enquadrava a fonte de energia e o caminho de ferro, via de escoamento. Foi de nome Ferreira, mudou para Valfar e acabou Narfil, a fábrica da Estação (assim chamada). Era parque de máquinas em laboração, estrutura viva de operários, agitava os ares com o  silvo da sirene, produzia para bom mercado. Resta a chaminé alta, canudo imenso arranhando o céu, testemunha do passado de progresso que se extinguiu, nos Anos 90, devorado pela adversidade dos tempos de crise e de um inglório destino.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXVI)


No Forte de S. João Baptista, construção militar do século XVII, que, na altura, se chamava de Nossa Senhora da Assunção,  há um postigo virado ao mar, entre os baluartes de S. Francisco e de S. João. O arranjo recente que lhe fizeram não prejudica a figura da velha poterna, a que costumavam chamar, desde o tempo dos castelos medievais, a porta da traição. Assim se identificava a porta falsa que se abria na muralha das traseiras, por onde fugiam os sitiados, em caso de perigo extremo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ESPAÇO INVESTIGAÇÃO (7)

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O QUE VILA DO CONDE PERDEU

Aqui vão trechos de antiga data, a lembrar património que Vila do Conde tinha e já não tem – não por culpa do progresso mas por incúria dos homens.

1. O ARCO DE FIGURA TRIANGULAR

Houve nesta Vila um arco de pedra de cantaria florado com três cruzes ornadas de lises, que era de figura triangular, e seria elevado sobre um pedestal de pedra lavrada já com o lavor gasto ou inscrição que tinha, e esta base se firmava sobre uma penha alta, virada ao meio dia, tudo disposto em um sítio eminente: e a este arco, ou figura chamavam os antigos Vila do Conde.
                                  
Memórias Paroquiais, ano de 1758.

2. O NICHO DO SENHOR DAS PAUTAS

A passagem sobre o Ave, entre esta Vila e a margem oposta, era feita por uma ponte de madeira que se construiu depois que desabou a grande ponte de pedra. Anteriormente (...) era feita por uma barca... Junto do Cais das Lavandeiras ou do lajedo onde abicava a dita barca, do lado da Vila, estava um nicho com a imagem do Redentor, denominado Nicho do Senhor das Pautas, porque nas costas daquele nicho costumavam afixar-se as pautas com os preços e regulamentos da passagem.

A Razão, 12 de Junho de 1901.

3. A FONTE DA VILA

... a fonte da Vila que existia já no século XVI, próxima da actual rua de D. Luiz e abaixo da capela de Santo Amaro (...) e que foi mudada para outro local na mesma rua de D. Luiz, recolhendo-se a sua pedra d’armas num dos armazéns do extinto hospício do Carmo, onde ainda se conserva.

Commercio de Villa do Conde, 29 de Dezembro de 1907.

4. O HOTEL DA TERESINHA

Quanto a hotéis, também Vila do Conde os tem em condições muito superiores aos das demais terras d’esta ordem. Entre estes, destaca-se o Hotel Central (...) instalado n’um prédio, expressamente construído para esse fim, recebendo hóspedes tanto na quadra balnear, como durante todo o ano.(...) A sua situação, num local dos mais centrais da Vila, passando-lhe em frente a linha americana (...) assegura-lhe o poder ser frequentado tanto pelas pessoas que aqui tenham de vir fazer uso de banhos do mar, como por aquelas que aqui venham a passeio ou a tratar de negócios.

Commercio de Villa do Conde, 18 de Agosto de 1907.

5.  A CAPELA DE S. TIAGO

A Capela de S. Tiago há tradição que foi Igreja Matriz, está situada na margem do rio, no vasto areal que a cerca pela parte do mar, é de administração pública e particular da Câmara, que preside na festa do mesmo Santo; e ainda nela se conservam usos que persuadem o sobredito, como são ir a ela a Procissão das Ladainhas, e na missa do dia exercitarem os párocos o seu múnus, como na Matriz, como são publicações de banhos e mais exortações públicas...

Memórias Paroquiais, ano de 1758.

6. O TEATRO AFONSO SANCHES

O edifício situado na rua de Bento de Freitas, tanto interna como externamente, está com todas as condições, e como teatro de província pode rivalizar ou exceder os melhores. (...) O Teatro é elegante, todo levantado em colunas, estando muito bem pintado, vendo-se no tecto pinturas alegóricas. É iluminado a acetilene, produzindo o conjunto um belo efeito. Tem bastantes portas e janelas, e à frente um vasto e elegante salão. (...) Artistas e companhias dos nossos primeiros teatros de Lisboa e e Porto têm vindo a esta Vila representar neste Teatro, e têm sido unânimes em elogiá-lo.

Commercio de Villa do Conde, 31 de Março de 1907.

7. FESTAS DO CARMO

Nos últimos anos têm estas festas sido feitas com extraordinário brilho e grandeza... Se, nos anos transactos, as Festas em honra da Virgem do Carmo foram feitas com muito esplendor e luzimento, no ano corrente, em que estão a cargo do Club Fluvial, florescente associação recreativa desta Vila, já se espera que elas excedam muito as dos anos anteriores, pois só as iluminações contratadas custam algumas centenas de mil réis, e têm de abranger todo o Largo do Carmo, Largo d’Alfândega, Cais das Lavandeiras, Praça Hintze Ribeiro, Rua de D. Luiz, Travessa de S. João e Rua de S. Bento, abrangendo ainda uma grande área da Vila. Além disso, a Procissão há-de revestir grande aparato, e a Regata e outros divertimentos projectados, serão abrilhantados com bandas de música...

Commercio de Villa do Conde, 24 de Maio de 1908.

8. O SENHOR DOS BEM GUIADOS

Outrora (...) a única via de comunicação que havia entre Vila do Conde e a Póvoa de Varzim, era a estrada velha que, passando da Rua de Santa Luzia de Vila do Conde, ia entrar  e terminar na Póvoa, pela extensa Rua dos Ferreiros... Aqui, em Vila do Conde, a distância de alguns metros das últimas casas da Rua da Santa Luzia, para Norte, na mesma antiga estrada, ainda hoje se encontra os Senhor dos Bem Guiados, que consta do vulgar nicho das Almas, precedido de escadório singelo e já algum tanto gasto pelo atrito dos pés, abrigado por um alpendre que assenta sobre quatro pilares, tendo do pilar do lado Sul, na frente, pendente de ferros, a lanterna que a crença dos devotos conserva acesa todas as noites.

Illustração Villacondense, Outubro de 1911.

 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXV)


No tempo das vielas que davam para a Praça Velha, havia quintais e cortinhas que tinham entrada rústica com lintel adornado por uma imagem de santo. Entre os bem-aventurados da devoção vileira contava-se o Santo António. Aqui está, na travessa da Costeira, em nicho do século XVIII, uma pequena escultura de pedra que é belo exemplar dessa hagiografia doméstica. Vestígio de oragos de família, é também documento antigo da época em que, à frente, os muros altos vedavam o terreno do Palácio de Cristal dos Vilas-Boas.