sexta-feira, 1 de junho de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXV)


No tempo das vielas que davam para a Praça Velha, havia quintais e cortinhas que tinham entrada rústica com lintel adornado por uma imagem de santo. Entre os bem-aventurados da devoção vileira contava-se o Santo António. Aqui está, na travessa da Costeira, em nicho do século XVIII, uma pequena escultura de pedra que é belo exemplar dessa hagiografia doméstica. Vestígio de oragos de família, é também documento antigo da época em que, à frente, os muros altos vedavam o terreno do Palácio de Cristal dos Vilas-Boas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXIV)



Na antiga Rua da Palha, ergue-se a Casa dos Coelhos que, ao tempo da Implantação da República, era estabelecimento de educação de meninas pobres, desde o último quartel do século XIX, chamado Colégio de S. José, das irmãs Doroteias. Assim se dava destino pedagógico à "morada de casas altas, de um andar nobre, com capela e seu campo de terra lavradia". Como ficou documentado no portão férreo que dá entrada pela parte Norte do edifício. Não tem o esplendor de outros que, pelo Concelho, guardam quintas e coutadas, mas é formoso na geometria da sua composição.

sábado, 10 de março de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXIII)



Subimos da Meia Laranja, pela encosta do Monte, e aproximamo-nos da igreja de Nossa Senhora da Encarnação. O que chama o nosso olhar é a simplicidade dos ornamentos que, no alto, embelezam o exterior, ao correr da cornija. São merlões pequenos, com desenho de flor-de-lis, a convergir para os contrafortes esguios que, acima das gárgulas, vão culminar em pináculo de fogaréus. Nesta singeleza de arquitectura (ao gosto manuelino), reside o espírito franciscano.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXII)



Olhamos o candeeiro, ali no Largo da Bajoca, e ficamos com a imagem do que seria o modo da iluminação de ruas e praças, na Primeira República. Era o tempo do Manuel d'Agonia, o Xolim, empregado camarário, de escada ao ombro e balde na mão com os apetrechos de limpar, acender e apagar os lampiões a carboneto. Hoje, não são os de há 100 anos, mas conservam o mesmo estilo na vidraça. E segura-os à parede o suporte metálico, de adorno esbelto, que documenta o gosto da Arte Nova.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Património Cultural em Imagem (XXXI)



Esta já não é uma porta comum das escolas da Primeira República. É uma entrada robusta, sólida, segura e granítica como eram as obras do Estado Novo, para crianças que deviam pensar no futuro de "cabeça erguida e sereno olhar". A sua arquitectura tinha o peso da disciplina e dava passagem para salas de carteiras alinhadas, onde os alunos da Primária se repartiam por classes, cada um com lousa e pena de tinteiro, livro de leitura e pouco mais, sob direcção do professor ou professora que os ensinavam com reconhecida competência – o que incluía o recurso à régua, palmatória e afins. É o que lembra a quem tem mais de meio século de vida e, ao descer a rua Dr. António de Andrade, lança a vista às escolas. Como o Mundo está mudado!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Património Cultural em Imagem (XXX)



A ermida é levantada para adorar a Deus, pelo culto a Santa Catarina, padroeira dos navegantes.
A sua porta principal, em ogiva, está virada ao Poente, como é tradição da Igreja para que o cristão fique de rosto para Jerusalém. Construção do século XV, com sino pequeno sobre o telhado, à frente, para chamar os fiéis à liturgia, e de alpendre para seu abrigo, a orada não era só um templo. Longe do povoado, sobre a colina, em lugar ermo, era um convite à contemplação. Antero de Quental vinha até aqui, ao crepúsculo, quando a garrida dava as trindades que ele ouvia da Praça Velha.

domingo, 18 de dezembro de 2011

HISTORIAL 2011

RELAÇÃO DAS ACTIVIDADES SÓCIO-CULTURAIS
REALIZADAS PELO ATENEU DURANTE O ANO DE 2011


1. ASSEMBLEIA GERAL
2 de Fevereiro

No Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vila do Conde, onde foi apreciado o Relatório de Contas de Gerência do ano de 2010, e foram avaliadas as acções sócio-culturais do mesmo ano.

2. A MAÇONARIA E A REPÚBLICA
8 de Abril

Conferência sobre uma Instituição da maior importância para a compreensão da nossa sociedade democrática, a cargo do Dr. Luciano Vilhena Pereira, membro do Grande Oriente Lusitano, destacada figura dos meios intelectuais e cívicos do Porto.

3. AO ENCONTRO DOS ESCRITORES
18 de Junho



Digressão guiada pela Drª Marta Miranda, Directora da Biblioteca Municipal, seguindo a trajectória de ilustres Escritores que passaram por Vila do Conde ou aqui viveram e ficaram, de Afonso Sanches a Ruy Belo.

4. A TOPONÍMIA DE VILA DO CONDE
16 de Setembro



Conferência pronunciada, no Auditório da Biblioteca Municipal José Régio, pelo Presidente da Direcção do Ateneu, na qual procurou mostrar a origem dos topónimos das Freguesias, com relevo para a proposta de Vila do Conde ser o nome de uma vila romana de étimo celta.

5. DILIGÊNCIAS CULTURAIS

Além de diversas sugestões de enriquecimento toponímico da nossa Cidade, foi apresentada pela Direcção do Ateneu à Câmara Municipal a proposta de criação do Grande Colar de Vila do Conde, para uso do Presidente, ou de quem suas vezes fizer, em actos públicos de cerimonial e protocolo.